segunda-feira, 10 de maio de 2010

Eu também já acendi o fósforo e o joguei no copo de café
Acreditando, inocente, que veria alguma coisa
Que não fosse manchas pretas no meu futuro.
Mas isso já foi.
Foi quando a esperança ainda sorria pra mim.
Quer dizer, ela ria de mim, mas eu não percebia.
E eu, tolo, olhando pra aquele copo de café arriscava diferentes futuros
Quais, confesso, errei todos.
Pois nada que eu imaginei eu merecia.
Mas o tempo passou.
Os anos passaram pra mim como passaram pra todo mundo.
Comi vários bolos.
E ainda estou aqui, vivendo.
Então, quero mais é que se foda mesmo.

Sobre mim e o tempo

O tempo não passa para mim.
Eu não tenho noção de tempo.
Estou escrevendo aqui agora,
Mas quando, daqui a anos,
Eu ler parecerá que foi ontem...

E daí se já se passaram anos!?
Ainda me faz sofrer.
O amanhã que me espera
É só o reflexo do hoje
E isso já há anos.

Gente parte,
Gente morre,
O mundo acaba
E eu continuo chorando
Pelas mesmas desgraças.
As mesmas!

Então, o que me importa o tempo?
O que é o tempo?
Não importa!
O que me importa é o que sinto.
E só.
Eu só.

Eu poderia dizer que preciso de um tempo,
Mas eu dizer isso?
Não.
Não eu.

Eu não queria que fosse assim.
Traga-me alguma novidade,
Mesmo que dolorosa,
Mas que prenda a minha atenção.
E que me liberte um pouco do que sou.

Se a vida tem mesmo que ser assim,
Assim eu não quero.
A morte é um beijo.
E o que fica – quando fica – a vida eterna.