quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

The beaultiful end

I put an end to me
With the open arms
And a poem in my hand
I felt the wind in my face
Accelarating my heart
I think I don’t know who am
I think like this I met
Then I smiled for me same
Already so close to the ground
I went my soul at to hover
On everything that I saw
How soothing is to feel the end beat
And to let him enter
Knowing that all pains
He will bury

Assalariado

Eu não falo inglês
Não uso perfume francês
Trabalho das oito às seis
E nada mais eu sei

Minha vida era assim
Continua assim
Eu não vejo um fim
Mas sim

Brindo à monotonia
Dia após dia
Digo que só mais um dia
E eu não agüentaria

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Minha memória

Quase sempre – senão sempre –
pego-me pensando em seu rosto,
o qual tanto tempo
faz que não vejo.

Tempo, muito tempo.
Suficiente para dar à luz
todas as saudades,
as quais cativo e alimento –
minhas filhas.
Mas nunca suficiente
para fazer-me esquecer
sequer um detalhe.
Como um entalhe
em minha memória.

Noite passa,
noite pára.
Manhã clara?
Nem sempre,
quando ás vezes
morta brasa.
Enquanto o tempo passa
eu me apego ao meu passado.
Penso,
relembro situações.
Com tanta inocência,
usando o meu passado
faço planos para o futuro,
que é tão incerto,
então.

Se acaso ela volte,
que me permita os beijos,
os quais guardara
em sua caixa de Pandora.
Se eu lhe encontro,
encontro em outro tempo.
E o meu tempo é
o que sempre quis eu
lhe dar.
Desculpas já não aceito mais.
E aqueles beijos que ela
guardara e escondera de mim,
guardara para um dia lembrar
e escondera porque lhe era precioso.
Que assim seja,
então.